Palavras de Alento

3 de jun. de 2010

Tempo de Escolhas

Desde cedo aprendi que uma escolha implica no fim de todas as outras possibilidades, e que nem sempre escolher significa ficar com o melhor.
Quando era criança, minha avó costumava me levar pra comprar sapatos no mês de janeiro, época em que passava férias escolares em sua casa. Geralmente eu já saía de casa com a ideia fixa do modelo do calçado que eu desejava, e mesmo vendo dezenas de outros exemplares, perseguia o intento, até encontrar meu sapato. Minha avó, resignada, por não conseguir fazer-me mudar de ideia, mesmo após os vendedores descerem a loja, pagava a conta, e ao sair, dizia (dizia, não, profetizava):
- Você escolhe tanto, e acaba ficando com o pior.
Na verdade eu não estava escolhendo, pois já sabia o que queria, estava só à procura do meu objeto de desejo.

A historinha foi pra lembrar que certas frases nos marcam para sempre, e essa de minha avó me persegue a vida toda. Hoje, quando preciso escolher, seja algo corriqueiro como um sapato, uma compra mais expressiva, como um carro, ou ainda para resolver assuntos do coração, lá vem aquela voz ecoando novamente, junto com a expressão de reprovação no rosto de minha avó, e ainda o meu medo de continuar "ficando com o pior".
Com o tempo aprendi a importância de, não só ouvir, como levar em conta a opinião certa, na hora de fazer escolhas (o diabo é achar essa opinião certa...)

Aprendi também que fazer uma escolha, por pior que seja o resultado, é melhor do que não fazer escolha alguma.
Não faz parte da minha natureza não me posicionar, porque sou verdadeira, vou fundo na questão e não me traio. Se é bom, eu quero, se não, adeus. Escolho outro.



4 Recadinhos

Kátia Tourinho

comentou...

Escolhas rápidas, muitas vezes, também nos levam ao pior...kkkk Isso é relativo! O melhor é continuar escolhendo sempre...rsrs e torcer para encontrar a opinião certa. Bjs

3 de junho de 2010 às 20:49
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Anônimo

comentou...

As escolhas sempre envolvem riscos; mas que graça teria a vida se não fossem os riscos? Beijos lindinha

3 de junho de 2010 às 21:14
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As extraORDINÁRIAS

comentou...

...entre uma sandália de salto alto e uma bota, lembra só do uso, de quantas vezes vai usar o que escolher! Pense também na estação...nada de pensar no futuro, de que servirá depois...isso é fácil...rs...mas nas relações, escolher implica o que o outro quer tb. Não há como permanecermos sozinhos numa história! Dai nascem as DRs...

3 de junho de 2010 às 22:23
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Carol

comentou...

Há,eu tb escolho de mais, e nem sempre consigo achar o que procuro,e cabao ficando sem...
Acho que só o tempo ensina a gente a escolher direito,pelo menos eu torço pra que seja isso...
beijoo

4 de junho de 2010 às 01:21
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